Estrangeiras de menor porte têm dificuldades com as regras.

Brasil-1As empresas que mais têm procurados esses profissionais qualificados em sua maioria são das áreas de health care, hotelaria, indústria de embalagens e fabricantes de alimentos.

Os investimentos de grandes empresas no setor de infraestrutura nesta década têm trazido para o Brasil muitos fornecedores que integram a cadeia de suprimentos, especialmente pequenas e médias empresas (PMEs) de origem europeia.

Isso tem elevado a demanda das consultorias para compreender as regras contábeis e financeiras do País, que ainda – lentamente – migram para o padrão mundial de contabilidade (IFRS na sigla em inglês).

“Uma das grandes dificuldades das pequenas e médias empresas da Europa que chegam ao Brasil é analisar as demonstrações financeiras e adequá-las às normas internacionais. A maioria dos profissionais que trabalham nelas não está acostumada e nem preparada com a metodologia contábil das normas internacionais promovidas pela Lei 11.638/07, que normatizou as demonstrações financeiras no Brasil”.

As empresas que mais têm procurados esses profissionais qualificados em sua maioria são das áreas de health care, hotelaria, indústria de embalagens e fabricantes de alimentos.

As principais dificuldades dessas empresas , são profissionais capacitados, implementação de controles, gerenciamento de informações adequado e conscientização da importância das informações apresentadas nas demonstrações financeiras.

O especialista explica que as pequenas, médias e empresas limitadas não têm fiscalização, nem divulgam suas informações. Logo os profissionais da área contábil não têm habilidades para aplicação das normas promovidas pela Lei 11.638/07.

Com isso, grandes empresas de auditoria ainda dominam o mercado e algumas empresas pequenas auxiliam na organização dessas companhias, para atender todos os requisitos necessários, implementando normas e procedimentos, revisando a escrita contábil e fiscal com a finalidade de adequá-las as novas exigências, para depois passarem por um processo de auditoria.

Em geral os trabalhos dessas empresas abrangem reuniões com a diretoria e briefing para entendimento do que deve ser realizado e um diagnóstico com entrevistas e alguns testes sucintos nas áreas financeira, contábil, fiscal e tributária. “Após apresentação deste diagnóstico, sabemos em qual situação a empresa se encontra, e podemos trabalhar mais nas questões relevantes que envolvem a falta de procedimentos”.

Destaca-se a importância da mudança cultural que está ocorrendo com a Lei 11.638/07, e que o empresariado brasileiro tem que ter consciência que ele pode usar a contabilidade com ferramenta de gestão e não olhá-la, meramente, como uma despesa só para atender formalidades. “Infelizmente, a ideia da contabilidade para pequenas e médias empresas é atender o fisco”.

Ainda a a carência de profissionais que conheçam as normas internacionais. De acordo com um consultor as universidades brasileiras de ciência contábeis não estão preparadas para formar profissionais com esse gabarito. “O que as universidades têm oferecido são cursos extracurriculares, mas nada que esteja intrínseco na grade curricular. Esses profissionais têm surgidos das experiências de trabalho, porque já estão acostumados nas multinacionais, a trabalhar com outra moeda, a atender a matriz, e estão familiarizados com todo esse ambiente”.

Fonte: DCI

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